segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Calma

"Na Idade Média, quando um homem tinha tido o seu contato com Deus, o primeiro passo consistia em se libertar de vez de todas as coisas do mundo: abandonava o mundo de Deus a fim de viver em Deus fora do mundo."*

Quem me conhece desde pelo menos o ano passado sabe que eu era ativista. Participei de movimentos sociais e fui contra várias coisas. Eu ia às manifestações ouvindo musicas de punk rock nacional, sentindo o sangue quente e sede de luta pela justiça. Eu me dedicava, matava aula, fazia cartazes, levava água e comida na mochila, usava roupas pretas, tirava fotos e escrevia sobre elas, me preocupava com a organização tática e etc. Eu acreditava naquela forma de conseguir as coisas.
Por causa do aumento da violência nas manifestações, certa vez pedi pra um amigo escrever "paz" na minha testa. Não era só por medo, mas por não concordar com o método radical.  Percebi, então, que não havia espaço para pessoas que não concordam com o uso da violência contra a violência. Nunca acreditei que fogo se combate com fogo, mas que fogo se combate com água. Então eu quis ser água.
Mas e o sofrimentos? Aprendi, com meus sofrimentos pessoais, que posso diminuí-los de acordo com minha força de vontade e fé em Deus. Aprendi, portanto, a ser passiva.
Há pessoas no mundo que não querem mudar pelo bem do próximo, não importa quanto mal façam. Então percebi que, melhor que odiar essas pessoas ruins, é compreendê-las. Não considerando certo o que fazem, mas entendendo que ainda não entendem de verdade quanto mal fazem, não sentem empatia.
O "se libertar de vez de todas as coisas do mundo" consiste em aprender a verdade e é parte do caminho:


"A verdade - escreve Gandhi - é dura como diamante mas é também delicada como flor de pessegueiro."*

"Jesus Dizia aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes em Minha palavra, verdadeiramente sereis Meus discípulos;
e conhecerei a verdade e a verdade vos libertará.
Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca fomos servos de ninguém; como dizes Tu: Sereis livres? 
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que: todo aquele comete pecado é servo do pecado." (João 8:31-35)

"Sabeis aonde vou e sabeis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos aonde vais; como, pois, podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, se não for por mim.
Se vós me conhecêsseis, também conheceríeis a Meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. 

(...)
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.
Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco e não me tendes conhecido? Quem vê a mim vê o Pai; como, pois, dizes tu: Mostra-nos o Pai?
(...)
Crede-me que eu estou no Pai, e o Pai em mim, crede-me pelo menos pelas mesmas obras.
Em verdade, em verdade vos digo: O que crê em mim também fará as mesmas obras que Eu faço; e fará maiores que essas, porque eu vou para o Pai." (João 14:4-12)

Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.

João 14:5-7
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.

João 14: 
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.

João 14:
*Livro Mahatma Gandhi de Huberto Rohden.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Lições que aprendi hoje: cozinhar e escrever com amor

Olá!
Hoje foi dia de eu ir ao Centro Espírita Amor e Caridade (CEAC) ajudar a fazer a sopa que alguns voluntários distribuem à noite. O trabalho de produção da sopa começa às 13h e termina geralmente às 18h. Faz parte da Patrulha da Caridade do CEAC. À noite, os patrulheiros distribuem, além da sopa, também roupas, suco, leite, Pomada Vovô Pedro, tempo para ouvir as pessoas e palavras confortantes.
Fazer a sopa foi muito bom hoje. Nós estamos sempre aprendendo a fazer do melhor jeito possível e hoje aprendemos um pouco mais. Em um trecho do livro Gabriel, esperança além da vida, Gabriel descreve a produção de comida da colônia em que se encontra. Lembro-me de ele dizer que os cozinheiros eram muito concentrados no que estavam fazendo. Não conversavam entre si, não olhavam as pessoas que passavam perto e etc. O autor diz que eles são assim porque todos os pensamentos que os cozinheiros têm enquanto trabalham vão para a comida, então a fazem com muito cuidado. Infelizmente não consigo lembrar de toda a descrição dele, portanto não sei explicar de que forma esses pensamentos refletem na comida, mas posso afirmar com certeza de que é uma questão de energias.
Enfim, hoje, na hora de provarmos a sopa, chegamos à conclusão de que estava especialmente boa. Pensamos no que fizemos de diferente hoje e percebemos que não falamos coisas negativas. Nós não reclamamos de nada. Muito pelo contrário, estávamos muito contentes com as histórias que uma patrulheira (que foi pela primeira vez hoje fazer a sopa) estava contando sobre como foi ter adotado uma menina negra sem ter marido e sendo branca. Ela é muito sorridente e sorria mais ainda quando falava da filha que tanto ama. Falava sobre a superação de problemas passados e de como é feliz pelo tamanho da afinidade que tem com a menina. Segundo ela, é uma criança muito feliz, ativa, alegre e até comportada. Nos mostrou lindas fotos da menina sorrindo. Aí, ficamos muito contentes com a felicidade dela.

Depois de termos terminado de fazer a sopa, esperei a mulher que cuida da biblioteca chegar para que eu pudesse pegar um livro. Quando ela chegou, me convidou para participar da leitura de mensagem e oração inicial de seu trabalho (o de cuidar da biblioteca). Ela abriu aleatoriamente uma pagina do livro Pão Nosso* e, para minha sorte, a mensagem me lembrou de algo importante em relação à este blog: que o ato de escrever textos ou livros com mensagens e raciocínios negativos é prejudicial às pessoas. Eu já sabia disso, mas estava ignorando. Então, reconheci que as consequências de continuar com isso são ruins e resolvi tentar não escrever mais textos assim aqui no blog e excluir os antigos (foram 4).

Bom, essas foram as principais lições que aprendi hoje. Espero que vocês tenham entendido e espero que aprendamos mais amanhã!
Até mais!

*Autoria espiritual de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Natureza

Sabe aquele vazio existencial? Aquela solidão que faz a gente se apegar às pessoas? Aquela falta de não-sei-o-quê que a gente procura em todo lugar? Então, eu, por não encontrar, resolvi transformar esse sentimento em profunda admiração pelas belezas naturais. (Eu infelizmente não sei explicar como isso é possível hehe. Posso dizer que não é o bastante para suprir todas essas vontades, mas resolve em alguns momentos difíceis). Elas dão paz, são gratuitas, estão em todos os lugares sempre disponíveis, são saudáveis etc.
Por que não amar a natureza?

Agora, algumas das minhas fotos que mostram um pouco dessa beleza intensa da natureza:










Essas são algumas fotos minhas só pra ilustrar o que eu disse lá em cima. O resto delas vocês encontram no meu Tumblr e no meu Instagram.

Você aí sente algo parecido com o que eu descrevi? (Espero que sim!)

Abraço! <3